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Archive for the ‘Comportamento’ Category

O desejo.

Hoje minha amiga Marcia tinha um frase interessante em seu MSN: É chato chegar a um objetivo num instante. (Raul Seixas)

Quando li, lembrei-me da série Desejo do programa Café Filosófico, sob curadoria do psicanalista Ivan Capelatto.

O vídeo explica a sacada do Raulzito.

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Hábito.

We first make our habits, and then our habits make us. 

John Dryden

Criar (ou mudar) comportamentos não é das tarefas mais fáceis. Sou da opinião de que um hábito só deve ser enaltecido quando escolhido conscientemente. Quando essa escolha tiver propósito.

A tecnologia nos ajuda no processo para a consolidação dessa opção comportamental. Meu amigo Vernon me indicou o site http://habitforge.com. Ele serve para gerenciar a “forja” de um condicionamento que você determinar.

Você pode, por exemplo, configurar o hábito de fazer sua prática diária do Método DeRose, de correr, de escrever, etc. O programa estabelecerá 21 dias para sua criação e você será cobrado por um e-mail perguntando se fez o seu “dever” no dia anterior. O mais interessante é que voltará a estaca zero se quebrar a rotina.

Vale a pena experimentar.

Raphael Cagnotto

Tire a poeira da bike!

Se você ficar em São Paulo nesse feriado, vale a pena pegar sua bicicleta e aproveitar a CicloFaixa Cidade de São Paulo.

Agora com um percurso tranquilo de 45 km, você passeia pela cidade com bastante segurança e visita três excelentes parques de São Paulo: Parque do Ibirapuera, Parque do Povo e Parque Villa Lobos. Entre nos parques Ibira e Villa e o trajeto passará de 50 km.

Agora ela funciona das 7 às 16 horas. Tenho tentado começar às oito.

Uma das coisas que me fascinam nesse projeto é a boa vontade dos monitores e auxiliares. A cada passagem por um cruzamento recebo um bom dia muitas vezes entusiasmado, sempre acompanhado por um sorriso.  Em algumas paradas acontece um trivial bate-papo e, quando o semáforo abre, um atencioso “Bom passeio, amigo!”.

Em meio a tantas barbaridades, polêmicas e divergentes opiniões sobre o assunto bicicletas na cidade de São Paulo (outro dia quase acontece uma briga no Jornal da Cultura), vamos reconhecer e aproveitar essa iniciativa. Fazer isso todo domingo é uma ótima rotina.

Será que amanhã nos encontraremos por lá?

Raphael Cagnotto

Visite o site: www.ciclofaixa.com.br

Já parou para ouvir uma música hoje?

Se você teve uma infância cultural como a minha, com certeza aproveitou a excelente programação infantojuvenil da TV Cultura.

Lembrei de um episódio da série Mundo da Lua, no qual o avô de Lucas, Orlando Silva (interpretado por Gianfrancesco Guarnieri), aprecia calmamente uma música, sentado em sua confortável poltrona da sala de estar.

Nos dias atuais, cheios de correrias e pressões que parecem não ter fim, acomodar-se em uma poltrona para vivenciar uma boa música parece ter se tornado coisa de “gente velha”. O próprio roteirista da série, Flavio de Souza, estimula esse ponto de vista (é o avô, aposentado, que delicia-se com aquela música de Rafael Hernandez). Esse comportamento ficou no tempo do Onça, talvez na época em que se reunia a família para ouvir as novelas e apresentações ao vivo nas “rádios Tupi” da vida.

Hoje, imagino que para a maioria das pessoas, a música virou um pano de fundo para o dia-a-dia. Ouve-se música no carro, mas a concentração fica dividida entre o cantarolar com batuque no volante, o bate-papo com o carona e a atenção para não engavetar com carro à frente. Entre os acordes que saem do computador e aquele relatório que você tem que analisar, para ontem.

Adoro trabalhar ouvindo músicas, mas nada como poder desfrutar de momentos para realmente apreciá-las, com toda a concentração voltada para aquilo a que me predispus. Com a intensão para entender os mais variados sentimentos que o artista quis expressar em sua obra.

Convido você a reservar alguns minutos do seu tempo para isso. Servirá como exercício de concentração e você perceberá um ótimo estímulo à qualidade de vida.

Faça sua playlist e divirta-se!

Raphael Cagnotto

Maturidade é…

 

… respeitar e ser tolerante com os valores e pontos de vista do outro, independentemente de concordarmos ou não.

Super-maturidade é ficar feliz pelo outro estar bem consigo e com o grupo através daqueles valores.

 

Concorda?

 

 

Mau professor x mau aluno.

Assisti à nova versão de Karatê Kit, produzida por Will Smith e estrelada por seu filho, Jaden. Mesmo sendo um grande fã das pitorescas relações entre Daniel Larusso e o simpático Sr. Miyagi, a película de 2010 não deixa a desejar. Portanto, assista!

Em uma das cenas, Sr. Han (versão chinesa do personagem de Pat Morita) diz para o futuro pupilo: “Não existe mau aluno, só mal professor.” Esse é o gancho.

É dever de todo aquele que ensina fazer com que o discípulo seja uma pessoa melhor, na disciplina aprendida e na vida, através do exemplo.

O que fazer, no entanto, quando o bom exemplo não funciona? Será responsabilidade de quem ensina? Será desvio de quem aprende? Nem oito, nem oitenta.

Certa vez uma amiga me contou que, como inspetora da escola de ensino médio onde trabalhava, entrou na sala para dar um recado e se tornou alvo daquele tradicional jogo dos colégios: tiro livre de tênis ao professor.

Levando em consideração o pensamento do Sr. Han, imaginaríamos que o professor daquela classe  negligenciaria o incidente ou colaria uma estrelinha na fronte do aluno com mira acurada. Duas para quem acertar na cabeça, diria o mestre, instigando o aperfeiçoamento na arte.

Não seria radical demais atribuir ao professor o mau comportamento do aluno?

Hollywood à parte, um pensamento que ouvi do Educador DeRose diz que o pior discípulo não aprende nem com o melhor Mestre, o melhor discípulo aprende até com o pior professor.

Devemos, portanto, instruir os jovens para que aprendam e valorizar a cultura. Pensar que a responsabilidade é sempre de quem ensina reforça a raiz do problema: a incapacidade de aprender, de julgar e de escolher. A crítica desenfreada aos sistemas é desculpa para a negligência com relação à formação de caráter.

Se o futuro aprendiz tiver lucidez e inteligência para julgar e escolher seu caminho ideal ( desde que não prejudique o Meio) e apagar a senilidade que ceifa não só pessoas de mais idade, mas garotões com neurônios atrofiados, o desempenho dos bons professores dará mais resultado.

Esse conhecimento se aprende através do exemplo, e com facilidade por duas vias: em casa e com os iguais.

A segunda opção é o que fazemos como instrutores do Método. Jovens ensinando jovens a serem, hoje, pessoas melhores do que ontem.

Os jovens de agora serão os pais de amanhã. Convém que aprendam a lapidar a civilidade e seus costumes, para que o futuro possa ter cada vez melhores aprendizes. Estamos aqui para ajudar nisso.