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Mau professor x mau aluno.

Assisti à nova versão de Karatê Kit, produzida por Will Smith e estrelada por seu filho, Jaden. Mesmo sendo um grande fã das pitorescas relações entre Daniel Larusso e o simpático Sr. Miyagi, a película de 2010 não deixa a desejar. Portanto, assista!

Em uma das cenas, Sr. Han (versão chinesa do personagem de Pat Morita) diz para o futuro pupilo: “Não existe mau aluno, só mal professor.” Esse é o gancho.

É dever de todo aquele que ensina fazer com que o discípulo seja uma pessoa melhor, na disciplina aprendida e na vida, através do exemplo.

O que fazer, no entanto, quando o bom exemplo não funciona? Será responsabilidade de quem ensina? Será desvio de quem aprende? Nem oito, nem oitenta.

Certa vez uma amiga me contou que, como inspetora da escola de ensino médio onde trabalhava, entrou na sala para dar um recado e se tornou alvo daquele tradicional jogo dos colégios: tiro livre de tênis ao professor.

Levando em consideração o pensamento do Sr. Han, imaginaríamos que o professor daquela classe  negligenciaria o incidente ou colaria uma estrelinha na fronte do aluno com mira acurada. Duas para quem acertar na cabeça, diria o mestre, instigando o aperfeiçoamento na arte.

Não seria radical demais atribuir ao professor o mau comportamento do aluno?

Hollywood à parte, um pensamento que ouvi do Educador DeRose diz que o pior discípulo não aprende nem com o melhor Mestre, o melhor discípulo aprende até com o pior professor.

Devemos, portanto, instruir os jovens para que aprendam e valorizar a cultura. Pensar que a responsabilidade é sempre de quem ensina reforça a raiz do problema: a incapacidade de aprender, de julgar e de escolher. A crítica desenfreada aos sistemas é desculpa para a negligência com relação à formação de caráter.

Se o futuro aprendiz tiver lucidez e inteligência para julgar e escolher seu caminho ideal ( desde que não prejudique o Meio) e apagar a senilidade que ceifa não só pessoas de mais idade, mas garotões com neurônios atrofiados, o desempenho dos bons professores dará mais resultado.

Esse conhecimento se aprende através do exemplo, e com facilidade por duas vias: em casa e com os iguais.

A segunda opção é o que fazemos como instrutores do Método. Jovens ensinando jovens a serem, hoje, pessoas melhores do que ontem.

Os jovens de agora serão os pais de amanhã. Convém que aprendam a lapidar a civilidade e seus costumes, para que o futuro possa ter cada vez melhores aprendizes. Estamos aqui para ajudar nisso.

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A pressão a nosso favor.

Publicado originalmente no blog da Unidade Cabral (www.derosecabral.com.br/blog)

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Muitas pessoas procuram nosso trabalho preocupadas em diminuir o stress. Será essa a solução? Chegaremos lá. Antes de responder, o que acha de nos questionarmos sobre algumas coisas?

Primeiro: É possível que nas grandes cidades a sociedade diminua os requisitos exigidos para nos destacarmos e conquistarmos objetivos?

Temos visto que não. É bom, no meu ponto de vista, que a cada dia o mundo se torne mais dinâmico e acelerado, estimulando a auto-superação.

O aumento dessa pressão gera um sentimento de competitividade maior. Fato consumado e criticado negativamente pelo pessimista, mas aproveitado pelo guerreiro em busca de aperfeiçoamento (atualmente existem milhares de publicações que enaltecem o comportamento altivo do último).

Segundo: Na atual circunstância da nossa vida, eu quero (ou posso) abandonar o mundo e a sociedade e me isolar negando o meio em que vivo?

Imagino que a maioria dos leitores jamais pensaria nisso, passar frio e fome dentro de uma caverna. Também não imagino pais querendo os filhos dependentes da família durante toda a vida.

Quase se entra num dilema existencial: quanto mais sucesso se deseja, mais pressões é preciso encarar. Mas se a pressão está além da capacidade de encará-la, desespera-se. No entanto, a sede de sucesso continua. O emocional sente o impacto. Depois o organismo. E, aos trancos e barrancos, caminha a humanidade atual.

É a historia do jovem que precisa estudar para passar no vestibular e entrar num mercado de trabalho saturado. No fundo ele sabe disso e, antes mesmo de concluir o ensino profissional, preocupa-se se terá um bom futuro. Sabe que existirão outros milhares de concorrentes saindo do “forno”, tão desesperados para ter sucesso quanto ele. Talvez a família obrigue esse paradigma.

É aquela empresária que compra vários livros sobre administração do tempo e crê que os sistemas ali ensinados são a grande solução. No final ela descobre que também não tem tempo para lê-los. Os volumes juntam pó sobre a estante. A nova compra é um pacote terapêutico para combater a neurose e a ansiedade e, no seu retiro, ela não larga o BlackBerry para saber como as coisas andam no escritório.

O mundo atual criou esse comportamento. Mas, pensemos: fazer o quê? Anarquizar? Abandonar?

Existe um provérbio antigo, publicado num dos mais de 20 livros do Educador DeRose, que diz o seguinte: “Se o chão tem espinhos, não queira cobrir o solo com couro. Cubra os seus pés com calçados e caminhe sobre os espinhos sem se incomodar com eles.”

Não se engane: as pressões vão continuar, as exigências vão aumentar. E, principalmente, você vai querer sucesso. Como encarar tudo isso e não surtar?

Talvez a primeira coisa a fazer seja mudar o ponto de vista sobre stress. Não é ruim. Mau é a falta de administração sobre ele. A defasagem de energia faz com que observemos as pressões como obstáculos intransponíveis, não como degraus.

Se não fosse o stress, grandes cidades como São Paulo e Curitiba não seriam o que são. Grandes empresas e produtos inovadores não existiriam. Teorias criadas pelos mais renomados cientistas da nossa época não mudariam o curso da existência. Admita! Em algum momento da sua vida a pressão diária já lhe “alfinetou”, não é? Acho que você até gostou, pois viu o resultado positivo.

A idéia, portanto, é otimizar a maneira como administramos essa energia. Para isso o Nosso Método possui as ferramentas perfeitas, que vão atuar na maior capacitação do indivíduo, maximizando sua vitalidade, eliminando as tensões, fortalecendo sua estrutura biológica. Enfim, preparando-o para realizar, construir e conquistar muito mais. Guarde a regra: mais energia é igual a mais administração do stress. E administrar essa força é colocar a pressão a nosso favor, não apenas diminuí-la.

Isso tudo alicerçado pelos conceitos ensinados no Método DeRose, como boa educação, boas relações humanas, ética, entre outros. Sem eles, podemos nos potencializar e nos tornar pessoas excepcionais. Mas por sermos seres sociais, cumpre saber nos comportar da melhor maneira possível, para mudar o mundo e influenciar o ambiente (seja profissional, familiar, educacioal, etc.) pelo exemplo. Um exemplo de realização e construção, enaltecidos por superlativo e sincero contentamento.